
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relágio,
que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc, etc.
Perdoai
mas eu preciso ser Outros,
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
Manoel de Barros. BARROS, M. Retrato do Artista Quando Coisa. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1998
Manoel de Barros
*1916 +2014
Já estou com saudade da sua poesia!
Já estou com saudade da sua poesia!
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