sexta-feira, 29 de março de 2013

Eus



Silvia: Significa "a que habita/vive na floresta", ou "mulher do bosque".
Tem origem no nome de família romano em latim Silvius, e vem da palavra silva, que em latim quer dizer "bosque" ou "floresta".
 Segundo a lenda Rhea Sílvia era o nome da mãe de Rômulo e Remo, fundadores de Roma. Foi também o nome de uma santa do século VI, mãe do papa Gregório I, também conhecido como "Gregório o Grande".
  
 
 
 
umbandista, caçula, botafoguense, o mar, mato, fogueira, violão, atabaque, gatos
 
professora, impaciente, sonhadora, fotografias, cantar e cantar, fuscas, estradas e trilhas,
 
chocolate, crianças, cachoeira, gatos no sofá, tequila, óculos escuros, nadar, irônica
 
cozinhar e plantar, dobraduras, peixe, tomatinhos, lápis de cor, escrever em guardanapos,
 
amigos, alérgica, unhas curtas, ariana com ascendente em câncer, amores, edredom
 
irmãos, saudosa, azul e vermelho, diurna, frio e sol, pêra, camisa branca
                                                                 
                                                                                                                                                                
 ...
 
 
 
 
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

caos




"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela."

Friedrich Nietzsche

Home

home.
gosto da sonoridade em inglês, desculpe-me
em português é muito seco pro q acredito.

existem diferentes tipos de casas
feitas com diferentes materais e partindo de diferentes valores de vida.

todos os dias com meus alunos aprendo novas casas, novas famílias, novas formas de ver e sentir o mundo (acho q esse é um dos privilégios da minha profissão q não tem preço)

escuto os colegas de trabalho e de vida
indignados com a precariedade do dia a dia deles
sem entender, com os olhos viciados da própria,
qta vida há na vida deles

tive casas de várias formas na minha vida.
dos meus pais, sozinha, com amor e sem

home
home eu tive em alguns abraços
como uma fusão com o universo

inesqueciveis,

mas momentâneos

hj sinto algo diferente em mim
como uma tranquilidade na busca
qdo vc sabe q descobriu a solução das suas dúvidas
o mapa da mina rs

e a busca passou a ser outra.

tenho certeza que my home não é aqui
mas sei tb que estou aqui pra aprender a voltar pra lá.

e nesses meandros daqui
hj busco parceiros
q embelezam e
em alguns momentos
suprem a falta q eu sinto de lá 

 
 " ... He told me, son sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, you're never alone, you can always come back home..."
 

how much difference does it make?


esse dia foi especial. o lugar é especial. eu estava em paz comigo mesma.
estranho lembrar q se passou um ano daquele pôr do sol e do quanto eu andei.
sei q faz diferença. estou diferente. o por quê disso tudo eu tb já sei...
só uma coisa ainda me perturba
ela não me impede de seguir, é verdade,
mas ainda é uma busca. talvez seja a busca cega da minha vida
 
 
 

I will light the match this morning
so I won't be alone
watch as she lies silent
for soon that will be gone
oh, i will stand arms outstretched
pretend i'm free to roam
oh, i will make my way through
one more day in hell

How much difference does it make?
how much difference does it make?

I will hold the candle
until it burns up my arm
oh, i'll keep taking punches
until their will grows tired
oh, i will stare the sun down
until my eyes go blind
hey, i won't change direction
and i won't change my mind

How much difference does it make?
how much difference does it make?

I'll swallow poison
until i grow immune
i will scream my lungs out
till it fills this room
 
Indifference - Eddie Vedder

terça-feira, 26 de março de 2013

Um tiro no coração ...



Como um livro quando faltam páginas
Some do epílogo a explicação
No altar vazio, em silêncio, arde no suspiro dessa canção
Eu fecho os vidros pelo fim da tarde
E o sol sumindo deixa a escuridão
Que cai tingindo em sangue a minha carne
Um tiro no coração
Despedaçou
No asfalto um arco-íris dos seus lábios sem cor
E o que restou, um armário sem vestidos,
Um vaso sem flor
Mas vou deixar a minha porta aberta
Fechar os olhos para me lembrar
De quando você entrou aqui, falou com a moça
Pode ir, porque pode ficar, pôde ficar
O mar tranquilo agora se eleva
E os utensílios ficam sem função
Num lugar querido agora escuto as trevas
O motivo dessa canção
Só eu sei, eu sei, eu sei
O sal em dunas que acumulam lágrimas
Por vale inunda a imensidão
Está fugindo a minha estrela dalva
No céu só escuridão
Você me deixou
Eu vi você sair sem dizer pra onde foi
E o que restou
Vai ficar comigo e a saudade depois

Cássia Eller

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
muita vontade de tocar meu violão!! de fazer minha mochila e subir a serra, dizer foda-se às pequenezas do meu dia-a-dia  e rir, rir de gargalhar!
Acender minha fogueira em paz, sem pressa de aquecer e fazê-lo aos poucos, aos bocados. Pular na água ardida da cachoeira, ralar os pés nas pedras, me impregnar da terra úmida entrelaçando os dedos nas raízes e galhos. Entregar-me nua e por inteiro às gotículas desse ar e rir, rir de gargalhar!!


It's a long, long, long away




quando eu acho que tô andando pra frente...
eu e cris, conversando, falávamos disso no final de semana:
a quantidade de porradas em quatro meses, sem descanso, toda semana uma novidade, uma surpresa...
brincando falávamos dos protetores, nos perguntando aonde eles estavam, mas ficou óbvio que só continuávamos seguindo superando um dia de cada vez graças a eles, a proteção de deles, senão já teríamos ficado pelo caminho resmungando e mastigando auto piedade...
me sinto fazendo uma curva na estrada, as vezes tropeço, mas já se delineia a minha frente outra reta.
aparecem flores ao meu redor, flores conhecidas, outras novas, lindas, de cores reluzentes e cheias de vida, com mais brilho ...
mas tem um problema... meus olhos hoje são outros ...

" Woke up this morning
singing an old Beatles song
We're not that strong my lord
you know we ain't that strong
I hear my voice among the others
Through the break of day

Hey brothers
Say brothers
It's a long, long, long... way"

Desencontro



"A vida é a arte do encontro,
embora haja tantos desencontros pela vida"

Vinícius de Morais


quarta-feira, 20 de março de 2013

Conjunturas

"Cid de Oliveira lembra que os ciclos representam na Astrologia os estágios de todo e qualquer processo de desenvolvimento e que "o final de um ciclo" se caracteriza por ter uma qualidade de tempo marcada pela agitação, mudança, instabilidade e desordem, somadas à insegurança em relação ao futuro que está por vir. "Isto acontece porque é no final do ciclo que se esgotam as possibilidades de expressão existentes no seu início e manifestam-se os resíduos responsáveis por sua dissolução. Em suma, o tempo que antecede imediatamente o final de qualquer ciclo caracteriza-se pela desordem e pela inversão dos valores admitidos no seu início", explica."
Contando os segundos para o novo ciclo ...
querendo acreditar que as coisas vão amainar.

contas,
dores antigas,
dúvidas,
medos,
estradas novas,
feridas cicatrizando,
inicios de projetos ...

Fôlego, é o q eu preciso!!

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Paralização de sonhos

"Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...
Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime..."

João Bosco
 
parece, de tão perto que estamos, que já nos acostumamos com a violência,
com a banalidade com que tratam a morte ...
 
Deu um frio na barriga hoje ao cruzar pelo beco.
Eu sabia que ali colado a mim uma criança - nem tão pequena assim - havia parado de sonhar
e me perguntei: como ficam os sonhos das outras crianças ali tão próximas?
As pessoas estavam nervosas querendo sair dali, querendo saber quem era, querendo detalhes sombrios de quantos tiros, posição, quem é da família ... e eu...
 
paralisei meu pensamento na interrupção dos sonhos...

sábado, 2 de março de 2013

Profissão de fé

 
 
 
 
 
"Sim, sim, por mais machucado e fodido que a gente possa estar, sempre é possível encontrar contemporâneos em qualquer lugar do tempo e compatriotas em qualquer lugar do mundo. E sempre que isso acontece, e enquanto isso dura, a gente tem a sorte de sentir que é algo na infinita solidão do universo: alguma coisa a mais que uma ridícula partícula de pó, alguma coisa além de um momentinho fugaz."
(Eduardo Galeano. O Livro dos Abraços. p. 243)

sexta-feira, 1 de março de 2013

tá aceso


Adoro a objetividade do fogo.
Mesmo os de curta duração, não importa. O tempo é uma coisa relativa ao brilho do fogo. O segundo para uma faísca é uma eternidade.
Claro que prefiro as fogueiras que lentamente consomem a seiva da árvore em pequenos galhos até se reintegrarem novamente à terra em espessos blocos de cinzas flamejantes.
Amo respirar esse calor que não é constante e precisa ser alimentado. Amo encontrar e me perder nas cores difusas das chamas. Amo até mesmo quando ele esvai-se nas brasas ardentes como amantes saciados.
 
se "metade da minha alma é feita de maresia", a outra com certeza é feita de chamas!
 
  
"Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado...
Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico que vazasse dos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado
E ganhasse as Canoas aqui do outro lado

Tudo plugado, tudo me ardendo...
Tá tudo assim queimando em mim
Como salva de fogos
Desde que sim eu vim
Morar nos seus olhos"

"Âmbar - M.Bethânia"