Some do epílogo a explicação
No altar vazio, em silêncio, arde no suspiro dessa canção
Eu fecho os vidros pelo fim da tarde
E o sol sumindo deixa a escuridão
Que cai tingindo em sangue a minha carne
Um tiro no coração
No asfalto um arco-íris dos seus lábios sem cor
E o que restou, um armário sem vestidos,
Um vaso sem flor
Mas vou deixar a minha porta aberta
Fechar os olhos para me lembrar
De quando você entrou aqui, falou com a moça
Pode ir, porque pode ficar, pôde ficar
O mar tranquilo agora se eleva
E os utensílios ficam sem função
Num lugar querido agora escuto as trevas
O motivo dessa canção
Só eu sei, eu sei, eu sei
O sal em dunas que acumulam lágrimas
Por vale inunda a imensidão
Está fugindo a minha estrela dalva
No céu só escuridão
Você me deixou
Eu vi você sair sem dizer pra onde foi
E o que restou
Vai ficar comigo e a saudade depois
Cássia Eller
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
muita vontade de tocar meu violão!! de fazer minha mochila e subir a serra, dizer foda-se às pequenezas do meu dia-a-dia e rir, rir de gargalhar!
Acender minha fogueira em paz, sem pressa de aquecer e fazê-lo aos poucos, aos bocados. Pular na água ardida da cachoeira, ralar os pés nas pedras, me impregnar da terra úmida entrelaçando os dedos nas raízes e galhos. Entregar-me nua e por inteiro às gotículas desse ar e rir, rir de gargalhar!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário