sexta-feira, 1 de março de 2013

tá aceso


Adoro a objetividade do fogo.
Mesmo os de curta duração, não importa. O tempo é uma coisa relativa ao brilho do fogo. O segundo para uma faísca é uma eternidade.
Claro que prefiro as fogueiras que lentamente consomem a seiva da árvore em pequenos galhos até se reintegrarem novamente à terra em espessos blocos de cinzas flamejantes.
Amo respirar esse calor que não é constante e precisa ser alimentado. Amo encontrar e me perder nas cores difusas das chamas. Amo até mesmo quando ele esvai-se nas brasas ardentes como amantes saciados.
 
se "metade da minha alma é feita de maresia", a outra com certeza é feita de chamas!
 
  
"Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado...
Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico que vazasse dos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado
E ganhasse as Canoas aqui do outro lado

Tudo plugado, tudo me ardendo...
Tá tudo assim queimando em mim
Como salva de fogos
Desde que sim eu vim
Morar nos seus olhos"

"Âmbar - M.Bethânia"

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